CFP debate Práticas Emergentes na Psicologia

Criar um observatório para análise das práticas emergentes na Psicologia a partir de questões éticas. Essas e outras questões foram discutidas na Reunião Ampliada sobre as Práticas Emergentes na Psicologia, realizada nos dias 12 e 13 de abril, na sede do Conselho Federal de Psicologia (CFP).

A iniciativa é do Grupo de Trabalho (GT) da Assembleia das Políticas, da Administração e das Finanças (APAF) de Revisão da Política de Orientação e Fiscalização, que reuniu representantes dos Conselhos Regionais de Psicologia (CRPs) a fim de ouvir experiências e ações de todos os estados do país. A partir desse encontro, será elaborado um relatório sobre o evento a ser apresentado na APAF de maio de 2019. 

Abertura

A conselheira do CFP, Júnia Lara, abriu o evento fazendo uma apresentação do cronograma da Reunião Ampliada e explicando o objetivo do encontro. Júnia Lara explicou que o intuito não é criar uma lista nominal das práticas, mas uma classificação em critérios a serem buscados nas Comissões de Orientação e Ética e Orientação e Fiscalização (COEs e COFs) que compõem os CRPs. “Então nós estaríamos criando os critérios que nós poderíamos ter para pensar quais são essas técnicas e como poderíamos pensar o observatório e como esses regionais estão pensando, vendo e tendo suas dificuldades”.

O ex-conselheiro do CFP e psicólogo ad hoc da Secretaria de Orientação e Ética (SOE) da Autarquia, Aluízio Brito, explicou que a proposta foi chamar quem atua na ponta do atendimento, no caso, as(os) representantes dos CRPs. Segundo Brito, esse é um tema difícil, e um histórico de longas discussões no Sistema Conselhos de Psicologia. Para ele, o olhar sobre essas práticas precisa ser mais amplo. Aluízio destaca que as práticas estão dentro de um universo de saberes e fazeres. Então, desta forma, “ao invés de nominar, precisamos compreender esse universo para que a gente possa construir, buscar referenciais que nos ajudem e assim possamos ter parâmetros para tomar decisão. Não no sentido de proibir e permitir, mas de conhecer naquele lugar e naquele instante. É trazer pesquisas de outros países, dados e pesquisas do que está sendo construído”, reforça.

Dados pelo mundo

O professor Luiz Alberto Hanns, do Centro de Psicanálise (CEP), participou da Reunião Ampliada via Skype, e relatou que países como Chile, Estados Unidos e Europa lidaram com as questões das práticas emergentes. Segundo ele, há mais de 20 anos já existia uma catalogação de psicoterapias, sendo listadas mais de 700 formas diferentes nos EUA e na Europa. Porém, essas formas se reduzem a matrizes de 15 psicoterapias básicas. Ele apontou, ainda, que os países têm buscado composição de argumentos que indiquem que determinada abordagem seja mais plausível e argumentável. 

Depois das apresentações, as(os) representantes do GT e dos CRPs se reuniram em três grupos para formulação de propostas que foram apresentadas em plenária final. Essas propostas foram sistematizadas pelo GT de Revisão da Política de Orientação e Fiscalização e serão anexadas ao relatório que será apresentado na APAF de maio.

 

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